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terça-feira, 2 de maio de 2023

Agência Municipal de Meio Ambiente de Araripina (AMMA) se faz presente no “III Seminário e I Fórum Pernambucano de Arborização”.

Um marco para o paisagismo pernambucano! No último fim de semana, nos dias 27 e 28 de abril, Serra Talhada recebeu o III Seminário e o I Fórum Pernambucano de Arborização Urbana, com sucesso de público e inscrições esgotadas com uma semana de antecedência.
Com o tema “A Arborização como Instrumento de Inclusão Socioambiental e Qualidade de Vida”, o evento atraiu diversas autoridades ambientais, gestores públicos, profissionais e acadêmicos, para engajar as cidades ao tema e promover o fortalecimento da temática nas pautas municipais – aproximando também empresas e a população. Estiveram presentes participantes de 31 cidades e seis estados (PE, AL, PB, BA, SP e RN), debatendo a importância do planejamento urbanístico e infraestrutura verde para a construção de cidades resilientes.
O evento foi uma organização da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) e da Prefeitura Municipal de Serra Talhada, com apoio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) que aconteceu no Shopping Serra Talhada.
Na ocasião deslocaram-se até aquela cidade para participarem do seminário, o Secretário da Agência Municipal de Meio Ambiente, Sinval Ferreira, o Engenheiro Florestal e Secretário de Licenciamento Ambiental Rubeni Cunha e o Engenheiro Ambiental e Diretor da Patrulha Ambiental Itinerante, Marquel Jacob.
O evento propôs um ambiente de compartilhamento de informações técnico-científicas sobre o plantio de árvores nas cidades, sedo que o objetivo principal, é aproximar as cidades sobre o tema e promover o engajamento em busca do fortalecimento do assunto nas pautas municipais. Com isso, pretende-se conectar, população, gestores e acadêmicos na construção de cidades resilientes, com qualidade de vida e integradas à paisagem natural das suas regiões.
É importante destacar que o evento traz o suporte e a experiência da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana e seus associados. Tem o conhecimento acadêmico como ponto de partida do aprendizado, além da sociedade e das prefeituras como principais agentes de transformação da paisagem urbana.
As palestras e mesas redondas foram ministradas por profissionais de destacada competência nos diferentes aspectos que envolvem a arborização urbana, paisagismo e planejamento urbanístico.
No intervalo das palestras, o secretário da AMMA Araripina, acompanhado dos Engenheiros Rubeni Cunha e Marquel Jacob, aproveitaram para conhecer as políticas ambientais que estão sendo desenvolvidas pelo município, especialmente a Unidade de Processamento de Materiais Recicláveis (UPMR) que é fruto da parceria entre a Prefeitura de Serra Talhada, o Instituto Recicleiros e a Cooperativa de Catadores Recicla Serra Talhada.
A proposta daquela unidade de processamento é gerar redução de custos na região com a coleta seletiva, melhorar o transbordo de resíduos e a limpeza da cidade, além de contribuir com a diminuição do uso de aterros sanitários e evitar a poluição ambiental.
A unidade atua no processamento dos materiais oriundos da Coleta Seletiva, implantada no município de Serra Talhada recentemente.

Fotos: Patrulha Ambiental
Imagem: Google
Imagem: CREA Pernambuco
Fonte:www.pernambuconoticias.com.br/com-inscricoes-esgotadas-evento-sobre-arborizacao-urbana-e-sucesso-em-serra-talhada/


segunda-feira, 24 de abril de 2023

Araras são resgatadas no interior do estado de Pernambuco.

No último dia 22/04 (sexta feira) uma equipe da CPRH e a Patrulha Ambiental Itinerante realizaram resgates de Araras no sertão de Pernambuco, especificamente na cidade de Araripina.

A ocorrência se deu devido as pessoas que estavam com os animais silvestres entraram em contato com os agentes informando a intenção de entregar os mesmos.
A entrega de animais silvestres voluntária aos órgãos competentes, independentemente do motivo, não implica ocorrências judiciais ou criminais.
As equipes recolheram os silvestres em dois locais, sendo que no primeiro foram encontrados três Araras canindé (Ara ararauna) uma vermelha (Ara chloropterus) e outra azul (Anodorhynchus hyacinthinus), já no segundo ponto foram encontrado uma Arara Vermelha e outra Canindé.


Após o resgate as aves precisam passar por um processo de readaptação e se preparar pouco a pouco para voltar ao habitat, o que é conhecido como reabilitação.
Quando você entregar o animal para órgãos competentes, ele passará por uma série de avaliações físicas, comportamentais e mentais. Isso serve para analisar o estado em que o bichinho se encontra e a necessidade de algum tipo de tratamento.
Assim, com cuidado, acompanhamento e profissionalismo, o animal é preparado para retornar ao habitat e retomar a vida na natureza, à qual pertence e de onde não deveria ter saído.
Jamais solte o animal por conta própria, pois, na maioria dos casos, não é possível saber por quanto tempo o animal esteve em cativeiro. Além disso, é difícil ter conhecimento sobre o que ele pode ter sofrido (traumas, maus tratos e doenças adquiridas). Assim, ao soltá-lo diretamente na natureza, você coloca a saúde e a longevidade dele em risco.
Lembrando que é crime ambiental a criação de Animais Silvestres em cativeiro sem a devida autorização dos órgãos ambientais competentes em todo território nacional. Assim também como: matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar, impedir a procriação, modificar, danificar ou destruir ninho, abrigo ou criadouro natural, vender, expor à venda, exportar ou adquirir, guardar, manter em cativeiro ou depósito, utilizar ou transportar ovos e larvas de animais silvestres.
Diversas campanhas e ações são realizadas constantemente para o incentivo da entrega voluntária de animais silvestres. As iniciativas partem de Instituições Federais, Estaduais, Municipais e de ONGs, como é o caso da Patrulha Ambiental, que orienta sobre a entrega voluntária de animais silvestres em suas palestras de educação ambiental. As pessoas que criam esses animais em cativeiro de forma irregular podem procurar uma instituição ambiental mais próxima e pedir orientações. Lembrando de quem realiza a entrega voluntária não sofre nenhum tipo de responsabilidade penal.
Após esse procedimento, os animais são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres - Tangara (CETAS) na capital pernambucana, onde receberão os cuidados necessários, e em seguida são reintegrados na natureza.
Fotos: Patrulha Ambiental
Imagens: Google

terça-feira, 7 de março de 2023

AGENTES DO ICMBIO, COM APOIO DA PATRULHA AMBIENTAL ITINERANTE, APERTAM O CERCO CONTRA CAÇADODES NA REGIÃO DO ARARIPE.

Agentes do ICMBIO - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, vinculados ao IBAMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, com apoio da Patrulha Ambiental Itinerante, estão há vários dias na Região do Araripe para coibir a caça ilegal das aves Arribaçãs (Zenaida auriculata), as quais estão se reproduzindo na região.
As rebaçãs ou arribaçãs migram todos os anos de outras regiões ou mesmo Países, em direção à América do Sul para se reproduzirem e, uma vez aqui, são alvos de caçadores que usam as chamadas esperas para matarem as aves quando essas, veem beber água ou se alimentar, e quando encontrados são responsabilizados e autuados.
Para coibir isso os agentes estão divididos em várias equipes e trabalham de dia e de noite fazendo o controle, monitoramento e fiscalização, dentro da área da Unidade de Conservação da Chapada do Araripe. Também se juntam aos agentes do ICMBIO/ IBAMA, os agentes da Patrulha Ambiental Itinerante que colaboram intensamente nas fiscalizações em todas as regiões que estão localizadas na APA Araripe.
Os agentes alertam que quem for pego caçando essas aves, para cada ave a multa é de R$ 500,00 e se o crime ocorrer dentro de uma unidade de conservação ou pombal a multa é de R$ 1.000,00 fora o processo e outros procedimentos.

Os infratores (caçadores) na ocasião de sua atividade irregular, além de matarem as aves com baladeiras, espingardas de chumbinho, espingardas cartucheiras, cometem o crime com pedaços de pau, com auxílio de lanternas na ocasião em que as aves estão sobre os ninhos, isso agrava o ilícito, sendo que ainda, pisoteiam os filhotes, derrubam os ninhos quebrando os ovos ali depositados. (agravantes para as penalidades).

LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, que trata dos Crimes contra a Fauna.
Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas:
I - quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;
II - quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;
III - quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. (grifos do autor).

§ 2º....
§ 3°...
§ 4º A pena é aumentada de metade, se o crime é praticado:
I - contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção, ainda que somente no local da infração;
II - em período proibido à caça;
III - durante a noite;
IV - com abuso de licença;
V - em unidade de conservação;
VI - com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa. (grifos do autor).

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Portanto fica o aviso “caçar sem autorização do órgão competente é crime ambiental” passivo de multa e outras sansões administrativas!
Os agentes estiveram averiguando denúncias em Patos do Piauí, Caridade do Piauí, Simões, Marcolândia, Caldeirão Grande do Piauí e outras áreas da APA Araripe.
Várias equipes estão em campo para coibir essa ação degradante ao meio ambiente.
Todo o material apreendido inclusive as aves foram incineradas como orienta o protocolo.

Fotos: ICMBio Araripe
Fotos: Patrulha Ambiental
Imagens: Google

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Resíduos Sólidos: Como está sua cidade?

Os resíduos sólidos são tudo aquilo que chamamos de lixo, sendo matéria sólida ou semi sólida produzida pelo homem e pela natureza. Porém, a diferença com os lixos é que o material desses resíduos sólidos podem ser reaproveitados – como uma casca de banana ou garrafa PET.
Além disso, existe uma lei que trata dos resíduos, a Lei nº 12.305/2010 da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS). Ela busca organizar e regular a forma com que o Brasil lida com os resíduos. Esses resíduos podem ser divididos de acordo com uma norma, tal que precisam um fim apropriado para não causar danos ao meio ambiente.
Em um mundo marcado pelo aumento da escassez de recursos naturais e pela poluição dos mais variados ecossistemas, sejam eles marinhos ou terrestres, é cada vez mais necessário nos atentarmos à quantidade e a destinação dos Resíduos Sólidos que produzimos.

DESCARTE DE RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS

São considerados resíduos eletroeletrônicos os eletrodomésticos, celulares, computadores, monitores, televisões, câmeras fotográficas, impressoras, fotocopiadoras, entre outros.
Os resíduos eletrônicos representam 5% de todo o lixo produzido pela humanidade. Segundo dados da ONU (2015), são 50 milhões de toneladas jogadas fora anualmente e entre 60 e 90% destes resíduos são jogados no lixo ou comercializados ilegalmente. O Brasil produz aproximadamente 6 Kg de lixo eletrônico por habitante. São fabricados no país 10 milhões de computadores por ano e 150 milhões de celulares e baterias, dos quais somente 2% são descartados de forma correta.
Os resíduos eletroeletrônicos podem conter substâncias químicas perigosas à saúde e ao meio ambiente, como chumbo, cádmio, mercúrio, berílio. Por essa razão, o descarte incorreto provoca a contaminação do solo e da água, afetando o ecossistema e a saúde das pessoas. Além disso, o efeito imediato é prejudicar a saúde dos trabalhadores que lidam com o lixo - como os catadores - e também daqueles que acabam tendo contato com o resíduo descartado em terrenos baldios.
O descarte de eletroeletrônicos gera a necessidade de buscar mais matérias-primas para suprir o mercado. A exploração das matérias-primas de eletroeletrônicos, como os celulares, causa problemas sociais e ambientais ao redor do mundo. A logística reversa quebra este ciclo prejudicial ao fazer o material voltar ao produtor, permitindo o reaproveitamento.

DESCARTE CORRETO DE PNEUS É LEI NO BRASIL
Mesmo durante a pandemia e a crise econômica, a venda de veículos registrou aumento de 3% no Brasil, segundo levantamento da Fenabrave.
E se não bastasse o consequente aumento na emissão de gases do efeito estufa, esse dado se torna ainda mais preocupante se pensarmos em como os milhares de proprietários vão descartar os pneus desses veículos quando ficarem velhos.
Estima-se que o tempo de decomposição dos pneus seja de aproximadamente 600 anos. Ou seja, é um material que vai causar um estrago secular se for descartado em um “ponto viciado” ou se for parar no meio ambiente.
Por isso, em 1999 foi aprovada uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente que estabelece leis e metas e obriga os fabricantes e importadores a darem uma destinação final adequada aos pneus que não servem mais.
Funciona da seguinte maneira: a cada pneu novo comercializado as companhias devem destinar adequadamente um inservível.
Em 2010, o Ibama instituiu a produção de um relatório anual, onde toda a cadeia do setor deve fornecer informações como: unidades produzidas, importadas e exportadas.
Para ajudar nessa corresponsabilidade, o órgão reuniu em um documento os pontos de coleta de pneus inservíveis espalhados por todo o Brasil.
CO-PROCESSAMENTO
Pelo seu alto poder calorífico, cerca de 70% dos pneus inservíveis são utilizados como combustível alternativo em fornos de cimenteiras, em substituição ao coque de petróleo.

ARTEFATOS DE BORRACHA
A borracha retirada dos pneus inservíveis dá origem a diversos artefatos, entre os quais tapetes para automóveis, pisos industriais e pisos para quadras poliesportivas.

ASFALTO-BORRACHA
Adição à massa asfáltica de pó de borracha oriundo da trituração de pneus inservíveis. O asfalto-borracha tem uma vida útil maior, além de gerar um nível de ruído menor e oferecer maior segurança aos usuários das rodovias.

LAMINAÇÃO
Nesse processo, os pneus não-radiais são cortados em lâminas que servem para a fabricação de percintas (indústrias moveleiras), solas de calçados, dutos de águas pluviais etc.
A logística reversa foi elaborada para ser um eficaz instrumento para aplicação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) define a logística reversa como um “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.”
A legislação obriga os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

AGROTÓXICOS NO MEIO AMBIENTE
As novas tecnologias do campo são importantes, mas os riscos dos agrotóxicos para o meio ambiente envolvem drásticas contaminações e afetam a biodiversidade.
O controle de pragas nas culturas remonta à Roma Antiga, quando eram utilizados a queima de enxofre como fungicida e sais no controle de ervas daninhas. Atualmente, cerca de 5 bilhões de quilos de pesticidas são aplicados em todo o mundo por ano. A agricultura moderna gera crescimento econômico, mas é responsável por uma poluição que afeta as pessoas e o meio ambiente, principalmente devido ao uso desenfreado de agrotóxicos.
O Brasil é um dos principais produtores agrícolas do mundo e o maior consumidor do mercado mundial de pesticidas, com mais de 400 fórmulas aprovadas; quase metade dos químicos liberados em nosso território, no entanto, é proibida em países da União Europeia.
O uso indiscriminado de agrotóxicos pode levar à contaminação da água e do solo e causar efeitos drásticos em espécies não alvo, afetando a biodiversidade, as redes alimentares e os ecossistemas aquáticos e terrestres.

1. Contaminação de águas
Pesticidas hidrossolúveis podem alcançar águas superficiais, como córregos, rios e lagos, por meio do escoamento dos produtos químicos a partir de plantas tratadas e do solo contaminado. Os agrotóxicos também penetram no solo atingindo aquíferos, e a contaminação subterrânea é um problema crônico, pois, uma vez que a água profunda está poluída, muitos anos são necessários para que as impurezas se dissipem. A limpeza desses corpos d’água pode ser cara e complexa, muitas vezes até impossível.
A poluição hídrica advinda de práticas agrícolas é frequentemente subestimada. Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicado em 2018 traz um alerta global acerca da contaminação da água. Segundo a publicação, a agricultura é o maior responsável pelo desperdício de água em volume, além de ter dado origem a ameaças ambientais, incluindo o aumento da poluição dos ecossistemas aquáticos.

2. Contaminação do solo
Os pesticidas mais presentes na terra são os herbicidas, que ficam retidos em diferentes graus, dependendo das interações entre as propriedades do solo e os agrotóxicos. A característica mais influente é o conteúdo orgânico, e quanto maior é o teor de matéria orgânica, maior é a absorção das substâncias.


O solo contaminado pode afetar as populações de microrganismos benéficos, o que o degrada, pois reduz a produção de nutrientes no ambiente. Algumas plantas, como as leguminosas, dependem de uma variedade de microrganismos do solo para transformar nitrogênio atmosférico em nitratos, e muitos herbicidas interrompem esse processo.

3. Contaminação por volatilização
Os agrotóxicos em spray podem volatilizar e ser carregados para outras áreas, contaminado o ar, o solo e as plantas longe da área tratada. A perda por volatilização pode atingir até 25%, o que indica que uma elevada porcentagem de produto químico pode se espalhar de alguns metros a várias centenas de quilômetros.
Muitas fórmulas herbicidas volatilizam e geram vapores suficientes para causar danos graves a outras plantas, reduzir severamente a qualidade das sementes e aumentar a suscetibilidade a certas doenças. As plantas também podem sofrer consequências indiretas dos danos dos agrotóxicos aos microrganismos do solo e insetos benéficos.

4. Impactos em organismos não alvo
Vários organismos podem sentir os efeitos dos agrotóxicos, como insetos benéficos ao solo e à polinização, peixes e outros seres aquáticos, pássaros e espécies selvagens. A água contaminada com pesticidas pode afetar plantas aquáticas, diminuir o oxigênio dissolvido na água e causar danos fisiológicos aos animais. Herbicidas, por exemplo, podem ser tóxicos para os peixes, causar deformidades vertebrais, produzir efeitos subletais, como natação irregular e dificuldade para respirar, reduzindo as chances de sobrevivência.
O acúmulo de pesticidas nas cadeias alimentares é a maior preocupação, pois afeta diretamente os predadores de topo. Vários casos de envenenamento de golfinhos e outros mamíferos aquáticos por pesticidas têm sido relatados em todo o mundo devido ao seu alto nível trófico na cadeia alimentar e acúmulo de concentrações de poluentes orgânicos.
Os efeitos nas plantas aquáticas também podem causar um grande desequilíbrio no ecossistema, uma vez que esses organismos são a base da cadeia alimentar. Estudos em algas e diatomáceas em córregos mostrou que as substâncias químicas tóxicas danificam as células e bloqueiam a fotossíntese.

Imagens: Google
Fotos: Patrulha Ambiental